Momentos de genialidade

Cada vez que olho para trás, surpreendo-me cada vez mais com alguns momentos de genialidade que tive. Aquelas iluminações brilhantes que temos e que acontecem apenas uma vez na vida. São aqueles momentos em que descobrimos um botão escondido dentro de nós que desconhecíamos. Nesse momento transformamo-nos e fazemos coisas que nos eram impensáveis de fazer ou sentir. Temos uma vontade efusiva de alegria que pensávamos não ser capazes de atingir e ficamos com aquela necessidade de registar esses momentos.

É por todas estas razões que ando sempre com um bloco de notas. Porque são esses momentos que merecem ser registados. Sim, eu ainda sou daquelas pessoas antiquadas que escreve à mão e lê livros em papel, porque não se consegue desafeiçoar daquele sentimento materialista de possuir um livro físico e sentir o cheiro do papel a cada página que desfolho. Isto pode ser um pouco contraditório, tendo em conta que estão a ler os meus textos numa plataforma digital, mas não se enganem, porque cada cada uma destas palavras foi escrita previamente naquele bloco de notas que trago sempre comigo.

Se pensarem bem, nada disto é muito diferente daquelas pessoas que levam os seus blocos de desenho para todo o lado, ou daquelas pessoas que levam sempre uma máquina fotográfica ao pescoço para captar aqueles momentos mágicos que acontecem somente uma vez na vida. Sim, também me poderão encontrar certo dia na rua a vaguear com a minha máquina fotográfica, ou demasiado ocupado em casa a fazer um autorretrato para alguém que queira registar um destes momentos especiais de que vos falo. 

Com tudo isto, até parece que sou uma espécie de Leonardo da Vinci, mas não fiquem a pensar que sou alguém que possui muitos talentos.

Sou apenas uma pessoa pronta a captar momentos de genialidade…

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Quem são os nossos amigos?

Atualmente vivemos num mundo em que as pessoas valorizam demasiado os seus trabalhos e os seus estatutos sociais e descartam muitas vezes as suas amizades para um plano secundário.

Por vezes, vemos pessoas a progredir na vida à custa de outras pessoas que outrora foram suas “amigas”. Desilude-me pensar que as pessoas que conhecemos certo dia podem não ser as mesmas do dia de amanhã. Com o tempo vamos aprendendo que as primeiras impressões deixam de ter a sua importância neste mundo de vulgaridade.

Todos nós já precisámos de um amigo que nos ajudou a reencontrar o caminho naquele momento difícil e provavelmente também já ajudámos alguém que atravessou momentos de tormenta. O que importa referir é que essas pessoas são os nossos verdadeiros amigos. São as pessoas que se importam de alguma forma com o nosso sofrimento e dor. Às vezes estas pessoas escondem-se na sociedade, sem darmos por elas. São as pessoas que nos dão os bons dias todos os dias; são as pessoas que nos perguntam se está tudo bem connosco; são as pessoas que continuam a insistir mesmo quando afastamos toda a gente ao nosso redor. Poderá nem sempre ser óbvio quem são os nossos amigos e, muitas vezes poderemos mesmo surpreender-nos com algumas pessoas.

As amizades porém mudam, ou deverei dizer desaparecem? Chegamos a um ponto na vida em que os nossos amigos de infância já têm as suas vidas feitas enquanto muitas vezes ainda estamos a tentar encontrar o nosso caminho. Os nossos amigos da faculdade encontram-se a trabalhar nas suas respetivas áreas e nós nas nossas. Certo dia reencontramos os nossos amigos com quem crescemos no mesmo ambiente e descobrimos que estes já constituíram uma linda família e estão numa fase da vida muito diferente de nós. Deparamo-nos muitas vezes através das redes sociais com aquele amigo que não vemos há anos e percebemos que este emigrou para o estrangeiro. Fora isto, há pessoas que passam pela nossa vida e nunca mais ouvimos falar delas.

É caso para nos questionarmos: o que é amizade de verdade? Estas pessoas a quem chamamos amigos serão as mesmas que conhecemos um dia? Será que ainda podemos falar da mesma amizade que falávamos antes?

Cada pessoa terá a sua opinião sobre isto…

Eu acredito na amizade e em como esta pode unir as pessoas. Em cada momento da nossa vida, independentemente das circunstâncias poderemos sempre contar com os nossos verdadeiros amigos.

Estes arranjarão tempo para estar lá quando for preciso…

As resoluções de ano novo

Este ano prometo…

Estou a brincar!

 

Olá a todos de novo,

Já entraram no espírito de ano novo? Espero que sim, porque eu certamente já. Hoje é dia de começar de novo para muitas pessoas. Para mim, pessoalmente não. O ano-novo para mim significa o mesmo que qualquer outro dia do calendário. As oportunidades de ontem que foram perdidas e as de amanhã que ainda estão para vir. A cada dia que passa há sempre algo de novo que acrescentamos às nossas vidas, não acham? Assim, não pensei muito sobre o assunto e agarrei-me novamente ao papel e à caneta. Sem qualquer compromisso, nem promessas de que vou escrever sobre isto ou sobre aquilo. A escrita pela escrita! Afinal de contas, nenhum compromisso dura para sempre e a cada dia que passa é uma oportunidade desperdiçada para escrevermos, estarmos com quem realmente gostamos ou fazermos simplesmente aquilo que nos faz felizes. As pessoas são a principal razão pela qual vale a pena viver. Do que nos serve sermos materialistas se não temos com quem compartilhar. No meu caso é também através do contacto com as pessoas que surgem as novas ideias para a escrita.  Por isso é que este ano não faço promessas. Porque na realidade, quanto mais nos comprometemos com as coisas, menos nos focamos naquilo que realmente importa, que são as relações humanas. Esta é a minha mensagem para o novo ano.

Feliz ano novo para todos!

Um até já…

Olá a todos pessoal!

Hoje é um dia particularmente triste para mim… Há já muito tempo que tenho vindo a ponderar uma decisão importante e, finalmente cheguei a uma conclusão.

Quem está por aqui desde o início sabe muito bem como nasceu o “Dentro e fora de aspas”. Nasceu da necessidade do expressar aos outros a minha forma de pensar sobre as coisas (quem me conhece verdadeiramente sabe e entende ainda melhor esta minha necessidade). O que nem todos vocês sabem, é que este blog nasceu num dos períodos mais difíceis da minha vida e serviu muitas vezes como um escape da realidade. Ajudou-me a transmitir muitas coisas que não conseguiria de outra forma. Tal como já referi anteriormente, é nos períodos difíceis e conturbados que temos mais coisas para pensar, refletir, escrever ou falar. Durante muito tempo leram muitos dos meus devaneios, indecisões, incertezas e medos. Hoje sei que tenho o apoio das pessoas que me são verdadeiramente importantes.

A cada dia que passa me sinto menos filosófico e, por isso, menos produtivo neste formato literário. Como também já sabem, finalmente ganhei um pouco de estabilidade na minha vida e, por incrível que pareça, a afastar-me cada vez mais do conceito deste blog.

É por todas estas razões que hoje decidi que o “Dentro e fora de aspas” necessita de uma pausa. Vou ser bastante sincero com vocês… Sinceramente não sei se pretendo voltar, pois este espaço já não representa o mesmo para mim que representava há dois anos atrás quando nasceu. No entanto, ele continuará sempre aqui para eventuais necessidades que possam advir. Quanto a quando elas surgirão, a isso já não vos posso responder.

De qualquer forma, não pretendo deixar de escrever. Já sabem que a escrita faz parte quem sou. Talvez crie um novo projeto, ou talvez dê a conhecer os meus textos de outra forma. Só o futuro o dirá…

Resta-me então despedir e dar este capítulo por encerrado. Peço desde já desculpa por esta despedida tão repentina e sem avisar, mas muitos de vocês provavelmente já estariam a estranhar esta minha ausência e agora sabem o porquê.

Quero deixar um muito obrigado a todos os meus leitores, e a todas as pessoas que fizeram parte desta jornada e perderam um pouco do seu tempo para ler os pensamentos de alguém que há uns tempos atrás não tinha uma voz e se encontrava um pouco perdido pela vida.

A todos vocês, um até já…

O amor tem muitas formas

A timidez de um jovem adolescente apaixonado torna-o muitas vezes vulnerável. O jovem não era uma exceção. Sim, ele era o tipo de rapaz que deixava poemas e declarações pirosas nos cacifos das suas paixonetas. Se elas sabiam quem ele era, nunca antes lho haviam dito. No entanto, os seus sorrisos no corredor da escola quando ele passava eram inegáveis e isso, deixava-o de peito cheio. Ele não ia falar com elas e elas também não iam falar com ele por esse motivo. Naquela altura, ele não sabia, mas este método tinha tudo para falhar. Afinal dizer “amo-te” não tem o mesmo impacto que escrevê-lo. Isto acrescido ao facto de os seus textos não estarem assinados tinha tudo para não correr bem. Como poderiam elas saber quem ele era? Talvez algumas até o soubessem, mas isso, ele nunca saberia com toda a certeza. De qualquer forma, as suas paixonetas tinham uma tendência para escolherem os bad boys e, provavelmente nunca iriam reparar nele… Pelo menos era assim que ele pensava, até ao dia em que percebeu que havia alguém mais tímido do que ele. Naquela altura, todos os jovens têm tendência para fazer um drama das coisas e acham-se os melhores ou os piores em tudo, até que descobrem que o mundo é muito mais vasto e complexo do que anteriormente pensavam. Esse era o caso do jovem. Nesse momento, ele ainda não o sabia, mas escrever coisas pirosas e sair de propósito das aulas para as colocar no cacifo das suas paixões adolescentes é talvez um dos maiores atos de rebeldia! Afinal, todas as adolescentes gostam de ter o seu admirador secreto…

[15] – Alguém muito semelhante

Olá amiga,

Sei que muitas vezes sentes incompreensão pela parte dos outros. Eu também me sinto assim muitas vezes. Nem sempre temos as atitudes da maioria das pessoas e isso nem sempre nos traz muitas amizades. Poucos são os que param um pouco para tentar entender o nosso mundo. Quero que saibas que estou feliz por ti. Desde que nos conhecemos, nunca caíste na tentação de te tornares alguém diferente. Como deves saber, muitas pessoas à nossa volta o fazem. Nós não fazemos parte desse grupo. Provavelmente também já deves ter sido alvo de críticas por isto, como eu fui. Não te aflijas, porque estás a fazer o correto. Nunca devemos mudar a nossa forma de ver o mundo em prol dos outros.

Deves estar a perguntar-te como sei todas estas coisas, por isso vou responder-te. Quando nos conhecemos, senti-me estranho. Por momentos pensei que já tinha conhecido alguém assim. Foi como se tivesse tido um déjà vu. Por momentos fizeste-me lembrar de mim mesmo. Foi como se estivesse perante um momento de grande familiaridade, porque sabia estar perante alguém que me compreendia. Sabias que à vezes não são precisas muitas palavras para sermos entendidos? Na realidade, nem precisamos de dizer nada. Basta que estejamos presentes nos momentos certos. É por isso que tenho a certeza de que me compreendes, da mesma forma que eu te entendo.

 

Do teu amigo

[Janeiro] – O mês da novas resoluções

Já há muito tempo que as minhas publicações chegam até vocês, das mais diversas formas e talvez nem sempre eu seja bem interpretado naquilo que escrevo e vos tento transmitir, por isso, criei este espaço, com o intuito de me dar um pouco melhor a conhecer e demonstrar que a minha realidade não é muito diferente das vossas. Ao longo deste ano irão conhecer um pouco melhor como estes textos são escritos e o porquê de eles serem importantes para mim, começando já neste mês de janeiro. Considerem que este é o meu mundo totalmente “fora de aspas”.

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Para quem ainda não me conhece muito bem, sou um estudante universitário que vem dum ano de 2017 muito complicado… Um ano em que dei uma grande volta à minha vida, devido aos habituais dilemas que muitos estudantes universitários enfrentam. Resumidamente: mudei de curso! E de facto, tenho de admitir que foi uma das melhores coisas que fiz. Se algum universitário estiver a ler isto (e acredito que muitos dos meus leitores o sejam), há um conselho que vos quero dar. Não adiem as vossas decisões importantes, porque quanto mais o fizerem, mais vos vai custar. Têm de pensar a longo prazo e normalmente o adiamento não é a melhor solução.

No entanto, tudo isso já passou e agora estou é focado no futuro que tenho pela frente. Confesso que este mês até tem sido uma agradável surpresa para mim. Pela primeira vez estou de férias nesta altura e tenho algum tempo livre para preparar o novo semestre que se avizinha. Contudo, o mês começou com a preparação para os exames do final de semestre. Quem me conhece, sabe que sou extremamente exigente comigo mesmo. Sou capaz de ficar um dia inteiro a trabalhar e mesmo assim sentir que não fui produtivo. Não trabalho para ser o melhor, como muitos podem pensar, mas a minha “fome” de conhecimento é inesgotável e daí a minha exigência. Como é óbvio, os exames correram bem e consegui aprovar em tudo. Tive o meu tempo para descansar, apesar de continuar com a sensação de não estar a ser produtivo. Muitos me culpam por isso, mas perguntem-se isto: se eu fosse mais descontraído, será que seria eu mesmo? Já faz parte de quem eu sou. Talvez não seja o tipo de coisa que me traga muitas amizades, mas sempre é melhor do que fingir ser alguém que não sou.

Aproveitei também para ver pessoas que já não via há bastante tempo e, apesar de a minha vida estar muito diferente de há uns meses atrás, ainda há muita coisa que se mantém. É bom ver que algumas pessoas à nossa volta se mantêm iguais a si mesmas e nos fazem lembrar do porquê de mantermos as amizades de sempre. Tenho também conhecido muitas pessoas nos últimos meses com a entrada para um novo curso. Por vezes lembro-me de como entrei inicialmente para a universidade e, de como me deparei com as primeiras dificuldades da vida adulta. Como sou muito observador, essas são também as dificuldades de hoje que vejo em muitas pessoas à minha volta que entraram este ano para a universidade. Se algum dos meus colegas e amigos estiver a ler isto, quero que saibam que podem sempre contar comigo, porque eu sei pelo que estão a passar. Ah, ainda não vos disse… O meu anterior curso era Enfermagem. Os tempos mudam, mas há hábitos que se mantêm! Continuo a adorar a área da saúde e, por isso estou atualmente muito feliz com a minha mudança para o curso de Ciências Farmacêuticas.

Tenho lido também muito neste mês. Muito do meu sucesso com a escrita deve-se também a tudo aquilo que leio. Todas as manhãs, quando saio de casa nunca me esqueço de levar um livro comigo para me ajudar a atravessar o dia, bem como o meu caderno de apontamentos para escrever qualquer coisa que me pareça relevante e com interesse de ser futuramente partilhada convosco. Lembram-se do que vos disse em relação a todos nós termos uma história para contar? É assim que muitas delas surgem.

Este mês é de extrema importância para muitas pessoas, devido às suas habituais resoluções para o novo ano. As minhas são bastante modestas na realidade. Após um ano de indecisões e incertezas, não poderia ser de outra forma… Não pensem que com modéstia, não tenha grandes objetivos. Também os tenho, mas normalmente vejo a vida como um conjunto de pequenos objetivos que vamos conquistando aos poucos. Os grandes não passam de um conjunto de pequenas conquistas. Nada na vida é fácil e garantido e, por isso, temos de encará-la dia-a-dia tendo sempre em atenção o brilhante futuro que temos pela frente e esquecendo o passado que já não podemos alterar.

[14] – Razão vs emoção

Olá,

Ao longo dos anos tenho-me questionado sobre muitas coisas, mas há qualquer coisa de muito estranho que sinto em relação a isso também. Por incrível que pareça, às vezes, as questões que fazemos são um pouco auto-destrutivas. Uma questão leva à outra e acabamos por vezes num poço sem fundo. Quero que saibas que o conhecimento nem sempre é uma bênção. Talvez este seja um problema de todas as pessoas como nós, que utilizam mais a razão do que as suas emoções. Sabes como descobri isto? No dia em que cometi uma “loucura”! Naquele dia, eu estava assustado e com medo (eu sei que isto te soa familiar…), mas mesmo assim, decidi ir para a aventura que estava diante de mim e que sempre tinha evitado. Custou-me imenso… Passados cinco minutos já estava com vontade de voltar atrás, mas era tarde demais… Até me cheguei a perguntar se aquele era mesmo eu e se tinha mesmo feito aquilo. Sabes qual foi a conclusão a que cheguei? Gostei! Foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Conclui que o medo pode ser apenas passageiro. Se arriscar-mos uma vez, sentimos medo na altura, mas se nada fizermos, viveremos com medo toda a nossa vida. Não sei o que pensas sobre tudo isto, mas sei que tens uma forma muito racional de ver as coisas, tal como eu. O meu conselho para ti, é que “partas a corda”, pelo menos uma vez na vida. Não te garanto que vás gostar, mas há algo que poderás ter a certeza. Certamente vais conhecer-te muito melhor do que no dia anterior.

 

Do teu amigo

 

P. S. – Será que se não fossemos tão racionais, seriamos as mesmas pessoas? O que achas?

[13] – Críticas (des)construtivas

Olá,

 

Certamente já te devem ter passado muitas coisas pela cabeça sobre mim. Algumas delas serão verdade e outras não… Quero então elucidar-te um pouco.

Eu relaciono-me bem com todas as pessoas. No entanto, será que tu fazes o mesmo?

Sou uma das pessoas mais honestas que alguma vez vais conhecer. Poderei dizer o mesmo de ti?

Gosto de ajudar os outros, porque sei que um dia poderei ser eu a precisar de ajuda. Será que é isso que estás a fazer também?

Eu tenho uma opinião sobre todas estas questões, mas como sabes, prefiro guardar os pensamentos para mim. Posso falar pouco, mas certamente sou um muito bom observador e, por isso, sei algumas coisas que as outras pessoas não sabem. Tu não consegues fazer isto, não é verdade? Estranho, tendo em conta que adoras muito as críticas. Sabias que também existem críticas construtivas? Ajudam muito ao desenvolvimento pessoal. Tenho pena que algumas pessoas nunca as considerem e é por isso que nunca irão evoluir. Estagnaram. Contudo, não te aflijas, porque considero que não existem casos perdidos. Algumas pessoas escolhem apenas quais as batalhas que pretendem travar.

Eu gosto de falar das minhas, mas será que tu fazes o mesmo?

 

Cumprimentos

[12] – Um ponto de viragem

Olá,

 

Não sei se se recorda de mim, porque já conheceu imensas pessoas na sua vida, mas, em todo o caso, gostaria que esta mensagem chegasse até si. Sinto-me grato por nos termos conhecido e por tudo aquilo que me ensinou. Consigo aprendi que o mundo está cheio de coisas boas, mas não podemos ficar à espera delas. Temos de lutar todos os dias para as termos. Quando nos conhecemos, eu era uma pessoa cheia de medos e incertezas, mas você ensinou-me que se há algo que queremos muito, devemos lutar por isso, mesmo que tenhamos medo. Foi o que eu fiz e continuo a fazer até ao dia de hoje. Sou o dono da minha fortuna. No entanto, sei que será de certa forma uma surpresa para si saber onde me encontro atualmente… Provavelmente até lhe parece uma derrota ou um fracasso da minha parte, mas tal como disse, é precisamente o contrário. Tudo aquilo pelo qual passei fez-me crescer e entender que estava errado desde o início. As minhas motivações, apesar de compatíveis com a realidade que encontrei, não me trouxeram a paz que um dia poderia vir a ter.

Agradeço-lhe imenso por ter perdido um pouco do seu tempo a acreditar em mim e nas minhas capacidades. Fez-me ver que tenho muito valor e que este pode ser útil para ajudar os outros. Percebi por mim mesmo que posso ajudar de outras formas e encontrar um pouco de estabilidade desta maneira. Daí esta grande mudança. Quero também que saiba que continuo a ser a mesma pessoa que conheceu, mas há uma grande diferença. Sou muito mais confiante nas minhas capacidades. Posso dizer-lhe que finalmente encontrei esta estabilidade que há muito procurava e encontro-me extremamente feliz e motivado, porque hoje sei que sou capaz de fazer tudo aquilo a que me proponho.

 

Do seu amigo