Da leitura à escrita

Durante muito tempo me perguntei a mim mesmo de onde surgiu este interesse pela escrita. Sempre fui uma pessoa reservada e um pouco contida nas minhas palavras, mas quando escrevo, muitas vezes pareço uma pessoa diferente. Parece que a escrita me transporta para outro mundo. Não ambiciono ser um escritor famoso ou algo do género. Apenas quero ter a possibilidade de escrever. Muitas vezes comparo esta vontade de escrever com uma necessidade. É como se a escrita completasse o que muitas vezes deixei por dizer. O que de facto faz algum sentido, tendo em conta que aprendemos a falar antes de aprendermos a escrever. No entanto, existe um processo intermédio até chegarmos realmente à escrita: a leitura. Para escrevermos bem, necessitamos de ler. Todo o escritor lê muito também. Eu, pessoalmente sou também um adepto da leitura. Muitas pessoas enganam-se quando pensam que para serem bons escritores têm de ler primeiro grandes obras. Simplesmente leiam! Pode ser um livro, banda-desenhada, um jornal ou até mesmo uma revista cor-de-rosa. Pode ser qualquer coisa e de qualquer autor. Assim até é muito mais fácil formarmos a nossa própria opinião sobre algo quando já lemos muito sobre o tema. Acho que muitos dos autores importantes estudados não pensaram sequer em metade das coisas que se estudam sobre eles. Após muita leitura, estamos todos prontos para começar a dar os primeiros passos no mundo da escrita. Desde que comecei a escrever, muitas pessoas me têm dito que pareço de facto outra pessoa, mas eu continuo a ser o mesmo. Simplesmente sou melhor a escrever do que a verbalizar o meu pensamento. Tudo isto pode ser muita coisa, mas ao mesmo tempo pode não ser nada. Quer estejamos a falar, a ler ou a escrever, as palavras que usamos não passam de representações do nosso pensamento. Lá encontra-se o verdadeiro significado das palavras e é aquilo que nos torna únicos e singulares enquanto pessoas. É por esta razão que atribuímos tanta importância aos nossos sentimentos e ao que pensamos e não tanto ao que dizemos, lemos ou escrevemos. Este é o motivo pelo qual às vezes é bem melhor não dizer nada…

Até à próxima publicação!

A vida vista do tabuleiro

Estava eu ontem a jogar o meu habitual jogo de xadrez pela manhã, quando cheguei a mais um grande dilema: “Qual a peça que devo mover a seguir?”. Por mais que pensasse qual seria a melhor jogada a fazer, simplesmente não chegava a nenhuma conclusão… Havia tantas possibilidades que não sabia se iria caminhar para a glória ou se o jogo iria acabar numa desgraça total! Após muito refletir, acabei por optar pela minha primeira opção, pois afinal de contas a nossa primeira opção é muitas vezes a melhor. Estava a pensar para mim mesmo o porquê de o xadrez ser um jogo tão difícil e cheguei à conclusão que esta dificuldade não é muito diferente da que encontramos todos os dias nas nossas vidas. A dificuldade em encontrar a melhor solução é por vezes tão difícil como a escolha do próximo movimento a realizar (que por vezes nem sempre é o melhor). Para chegar a esta conclusão decidi investigar as peças do tabuleiro mais ao pormenor e fiquei fascinado com o grau de semelhança que encontrei. Vejamos o próprio rei que temos de proteger durante todo o jogo. Não é muito diferente de nós mesmos que muitas vezes desejamos estar na nossa zona de conforto, porém, nem sempre isso acontece tal como no tabuleiro. Depois temos a rainha, que é talvez a peça mais importante do jogo a seguir ao rei. É nela que depositamos muita da nossa confiança durante o jogo. Na vida real podemos compará-la com o nosso/a melhor amigo/a e talvez seja por essa razão que é tão difícil abdicar dela no jogo. Os bispos, por sua vez representam o nosso raciocínio lógico e acabam mesmo por se complementar. Não é uma simples coincidência o facto de cada um apenas se conseguir deslocar para casas da mesma cor. Talvez sejam representações dos nossos dois hemisférios cerebrais que se complementam tão bem. De seguida, apresento-vos as peças mais enigmáticas do jogo: os cavalos. Durante muito tempo me perguntei qual a sua importância real, pois para mim, o seu movimento pouco ortodoxo no tabuleiro sempre me fez alguma confusão até ao momento em que estas peças me começaram a ganhar alguns jogos. Aí percebi que estas peças que pareciam insignificantes à partida me faziam pensar de uma forma diferente e pouco usual. Desta forma percebi que os cavalos são bastante semelhantes a algo que designamos por criatividade, que é algo muitas vezes desvalorizado por nós, mas ao mesmo tempo pode ser extremamente importante para o nosso futuro. As torres são também peças fulcrais no jogo de xadrez e, para mim, elas funcionam como o espelho da nossa própria fisionomia. Os seus movimentos fluídos no tabuleiro representam o nosso bem-estar físico e psicológico tão essencial à nossa pessoa e ao nosso jogo. Isto poderá também estar em conformidade com o facto de existirem duas torres em cada lado do tabuleiro e de muitas vezes a ausência de uma acabar por influenciar a eficácia da outra. Por fim, mas não menos importantes, temos os peões, que apesar de terem um movimento muito limitado eles são de facto muito importantes no jogo. Na vida real considero-os como todas as pessoas que me apoiam na minha jornada, tendo sempre em conta que qualquer um deles poderá ser promovido a uma rainha!

Com isto tudo, não nos esqueçamos do mais importante. O objetivo do jogo é aplicar xeque-mate e não eliminar todas as peças. Falo por experiência própria quando afirmo que muitas vezes é mais fácil aplicar xeque-mate quando estão mais peças no tabuleiro. Se elas estão lá, talvez seja porque são necessárias para o sucesso! Por vezes o caminho para a vitória é fácil, outras torna-se num verdadeiro labirinto e a batalha é dura, mas se perdermos o jogo, podemos sempre voltar ao início!

E agora está na altura de mover a peça seguinte!

Tenham sucesso nos vossos jogos!

Cumprimentos do vosso amigo!

O início de algo importante!

Muitas pessoas não sabem, mas uma das coisas que mais prazer me dá na vida é escrever. E não se trata apenas de escrever, mas sim de liberdade de expressão! Prezo imenso a escrita sem artifício. Adoro aqueles momentos em que sou apenas eu e o papel! Mas hoje é diferente… Hoje sou eu e a internet. Sou uma pessoa extremamente cética, mas não em relação às palavras. Acredito que uma simples publicação pode fazer a diferença e até mesmo mudar o mundo! Desde há muito tempo que ambiciono escrever um livro, mas as ideias “vão e vêm” e muitas vezes posso até mesmo começar, mas todo o pensamento se acaba por perder. Talvez por essa razão não seja um homem de um livro apenas, mas sim de muitos livros, o que me traz precisamente a este blog. Um local onde posso exercer a minha liberdade de expressão e expôr as minhas ideias e pensamentos com outras pessoas! E porquê “Dentro e fora de aspas”? Bem, muito do que pensamos fica por dizer e este conteúdo nada mais é do que aquilo que se encontra “fora de aspas” no seu sentido metafórico, enquanto aquilo que realmente dizemos é o que se encontra “dentro de aspas”. Basicamente este blog nada mais é que um mundo de ideias que para mim fazem sentido e merecem ser partilhadas. Até lá, vão ficando atentos, porque muitas ideias novas irão surgir!

Saudações do vosso amigo!