Mentes iluminadas

Aqueles momentos iluminados em que nos sentimos cheios de inspiração são de facto memoráveis. Conseguimos passar horas a ser criativos e a produzir coisas que não pensaríamos ser possível. Sempre me interessei em perceber o porquê de isto acontecer. Porque temos mais inspiração em alguns momentos do que outros? Após refletir muito sobre isto, cheguei à conclusão de que teria de fazer uma análise mais introspetiva e perceber em que momentos consigo ser mais criativo. Como já sabem, uma dessas minhas facetas criativas é a escrita e é através dela que consigo expressar muito bem as minhas ideias, mas nem sempre me encontro em momentos de inspiração. Há dias em que consigo escrever durante longos períodos e outros em que posso ficar horas a olhar para o ecrã sem escrever uma única palavra. Descobri então algumas coisas que se têm vindo a repetir nestes momentos de inspiração. Uma delas está relacionada com alguns períodos mais conturbados da minha vida. Parece que estes períodos me dão alguma propulsão para escrever mais e melhor. Tentei então perceber novamente o minha questão inicial relacionada com o porquê disto acontecer e cheguei à conclusão que estes períodos são os que me tornam também mais reflexivo e, por isso, mais propenso à escrita. Foi precisamente num desses períodos conturbados que este blog nasceu! Um outro aspeto que me faz escrever mais e melhor, está relacionado com a aquisição de conhecimento, pois quando mais coisas aprendo, mais tenho sobre o que falar, não porque fique totalmente esclarecido, mas sim porque fico com mais dúvidas ainda, pois o conhecimento é construído em torno de raciocínios hipotéticos. No entanto, isto nem sempre funciona assim, pois existem pessoas que se sentem mais criativas em momentos de felicidade. Deste modo, sou levado a concluir que a tão desejada inspiração que leva à criatividade depende em muito do curso das nossas vidas e, desta forma, não existem pessoas mais criativas do que outras, porque no fundo, todos nós temos algo de novo para contar…

A felicidade dos infelizes

Já chegámos ao fim de muitos dias onde certamente pensámos que mais valia termos ficado na cama. Parece que fomos atropelados por um camião, ou simplesmente a nossa vida deixa de fazer sentido (pelo menos é o que pensamos…). Porém, estamos muitas vezes enganados em relação a estas situações. São precisamente estes dias que dão sentido às nossas vidas. Quer seja por nossa culpa ou por culpa de outros que o nosso dia se tenha tornado uma desgraça, acabamos sempre por aprender algo com isso. E, se pensarmos bem sobre o assunto, isto até faz algum sentido, pois só conseguimos ser felizes, porque já experienciámos a infelicidade. É como um ciclo, no entanto, somos nós que muitas vezes controlamos o rumo dos acontecimentos. Eu, pessoalmente escrevo mais e produzo textos de melhor qualidade nos dias péssimos. Talvez seja porque há mais coisas para refletir do que nos outros dias ou simplesmente porque me aborreci de falar com as pessoas e me refugio na escrita. Mas eu sou da opinião que não é o desfecho das situações positivas/negativas que costuma provocar o sentimento de satisfação/insatisfação. Penso que isso está mais associado com o modo como as coisas decorrem ao invés do desfecho. Também isto me faz sentido, porque quando estamos felizes não paramos para pensar no porquê, mas se não o estamos conseguimos pensar até à exaustão nas coisas que correram mal e naquilo que há para mudar. Por fim, aguardamos todos que o dia passe, porque sabemos que o dia seguinte eventualmente chegará. O que às vezes não contamos é que ele possa ser ainda pior que o anterior… De qualquer das formas, há sempre algo em que refletir!

A filosofia das nossas vidas!

Desde tenra idade que sou um apaixonado pelo mundo que  me rodeia. Comecei a conhecer as coisas desde muito cedo. Aprendi a falar muito precocemente, bem como a saber ler escrever e fazer contas. Quem me conhece sabe que não sou de me gabar destes feitos, mas há algo que não consigo deixar de pensar até aos dias de hoje: De onde vem o nosso interesse sobre as coisas? Já com certeza nos foi perguntado na infância aquilo que ambicionávamos ser quando fossemos grandes. A esta questão respondemos muitas coisas, mas provavelmente essas respostas não são coincidentes com o que fazemos hoje em dia. Não me entendam mal. Eu adoro o que faço! Sou um homem de ciência, caso contrário não tinha escolhido uma área como a da saúde. O problema é que nem sempre a ciência nos trás todas as respostas que procuramos. Sou um defensor das verdades absolutas, assim como muitas pessoas ligadas às ciências. Confio plenamente que no mundo tudo tem uma explicação lógica, porém, nunca iremos conseguir responder a todas as questões. Tudo isto sem esquecer que mais questões irão surgir no futuro. As respostas vão naturalmente surgindo com as demandas da busca pela verdade. E aqui estamos hoje, num ponto das nossas vidas em que as questões ultrapassam as respostas. Algo que nos faz questionar se seremos realmente homens de ciência ou se seremos filósofos a brincar aos cientistas.

Experiências

Tenho passado umas semanas conturbadas, mas ao mesmo tempo cheias de coisas boas. Muita coisa mudou desde a última vez que vos escrevi. As circunstâncias da vida levam-nos muitas vezes a ficar afastados por uns tempos, mas o importante é que acabamos sempre por voltar normalmente com muitas coisas para dizer. Algumas pessoas partem para novos rumos e outras chegam às nossas vidas, mantendo-se pelo meio sempre os amigos do costume. Hoje pude finalmente parar um pouco para poder colocar as ideias em ordem. Nestas semanas aprendi muitas coisas nova, especialmente sobre mim mesmo. Tenho falado com muitas pessoas que me têm ajudado imenso. Talvez nem todas saibam que foram importantes de alguma forma, mas a verdade é que o foram. No meio de tantas peripécias é tempo de finalmente regressar ao trabalho e, com o trabalho também nascem novas ideias, por isso criatividade não há de faltar (ainda não desisti daquele meu projeto de escrever um livro de que vos falei!). Tenho-vos escito muito sobre palavras e formas de pensar, mas finalmente cheguei a uma conclusão. Às vezes nem mesmo aquilo que pensamos nos parece o mais lógico. Pensamos muito nas coisas e por vezes acabamos em conclusões bizarras. É certo que pensarmos pouco sobre alguns assuntos também nos leva muitas vezes a conclusões precipitadas, mas há situações em que às vezes o melhor é mesmo não pensar e passar logo à ação, porque no fundo, os melhores planos são combinados à última da hora. A vida é feita de experiências e nem sempre essas experiências são pensadas. Normalmente são essas que nos tornam melhores!