Ação/reação

Não, não vou falar sobre algumas leis da física, se bem que o conteúdo deste texto também seja aplicável… Somos por vezes levados a agir pelas mais variadas situações na vida. Estas atitudes são muito importantes, sendo que às vezes podem influenciar o rumo de muitos acontecimentos. Muitas vezes olhamos para trás e percebemos que já não somos os mesmos. Isto acontece precisamente por culpa destas decisões importantes e ações que tomámos no passado. Mas nós não mudamos apenas porque tomamos uma determinada atitude. As decisões dos outros são igualmente importantes e elas também nos afetam de certa forma, tal como as leis da física. É a chamada ação/reação, porque as ações dos outros são também condicionadas pelas nossas. No entanto, este ciclo não pode condicionar as nossas vidas. Ficamos muitas vezes à espera das ações das outras pessoas para que possamos ser nós a agir e isso condiciona em muito a nossa liberdade. É por essa razão que a liberdade de uns às vezes condiciona a liberdade dos outros. Isso também nos muda, mas não para melhor. Já para não falar do facto de termos uma atitude passiva perante a vida também provocar reações nas pessoas. Todos chegamos àquele ponto em que temos de tomar grandes decisões e elas certamente irão condicionar-nos muito no futuro, por isso temos de decidir bem, sempre em consciência para não prejudicarmos os outros, da mesma forma que esperamos não ser prejudicados. É um equilíbrio, tal como nas leis da física.

Se ao menos estivéssemos a falar das leis da física…

Quando há algo mais forte que a razão…

Hoje é dia de me deixar de filosofias. É dia de escrever um texto totalmente fora de aspas. Poderá parecer contraditório, tendo em conta que este blog se chama “Dentro” e fora de aspas, mas para mim, hoje isto faz-me todo o sentido. Tudo isto, porque tenho a noção de que escrevo imenso sobre muita coisa e às vezes as ideias perdem-se muito no conteúdo em si. No decurso dos últimos dias tenho notado algumas alterações na minha forma de escrever. Parece que não consigo pensar e escrever como antes. Raramente me sinto assim, mas é facto que ultimamente isto tem acontecido. Isto pode também parecer contraditório, pelo facto de estar a escrever neste momento. Enfim, já nem sei aquilo que dizer… Tanta coisa e ao mesmo tempo nada… Talvez seja porque nem tudo o que pensamos seja para ser dito, mas às vezes ficamos com aquele nó na garganta de culpa por não o dizer, por isso é que sinto a necessidade de desabafar neste momento. É um sentimento ambíguo, mas às vezes temos de sair da nossa zona de conforto. Afinal, depois do desconforto só nos podemos é sentir bem! Descobri que há algo mais forte do que a minha vontade de escrever nos últimos dias. Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa extremamente racional e que a minha opinião é sempre corroborada com alguma argumentação. Pois bem, sinto que estou a ficar sem os meus argumentos e deixei de ser racional. Estou aos poucos a descobrir que a vida é feita de outras coisas para além da filosofia e que nem tudo necessita de ser explicado: simplesmente acontece. Às vezes temos mesmo de ser irracionais para poder perceber o sentido da vida. As coisas funcionam assim mesmo. O mundo não para porque estamos a pensar, mas o nosso pensamento acaba quando sentimos realmente a necessidade de viver.

Esta é a mensagem que vos quero transmitir hoje…

Personalidades

As pessoas que nos rodeiam são muitas vezes fascinantes, mas poucos somos os que parámos um pouco para pensar no porquê de nos encontrarmos em situações particulares com determinadas pessoas. Isto porque à primeira vista pode parecer simplesmente obra do acaso, mas muitas vezes estamos enganados e existe de facto uma razão para situações concretas acontecerem. Começamos então a questionarmo-nos no porquê das pessoas se comportarem de determinadas formas ou até pomos por vezes em questão as suas personalidades. Ouvimos falar inúmeras vezes em pessoas introvertidas, extrovertidas, carinhosas, insensíveis e em tantas outras categorias, mas nunca nos perguntamos verdadeiramente no porquê de atribuirmos estas características às pessoas. Provavelmente é porque sentimos a necessidade de as rotular, porque a sociedade funciona desta forma. Existe esta tendência natural para sermos todos sociais e é por isso que rotulamos pessoas, para que exista um certo pensamento de pertença em grupos, formando esses grupos comunidades e, por consequência a própria sociedade. É por esta razão que a personalidade nunca pode ter um caráter objetivo, porque quando falamos em personalidade falamos apenas numa pessoa. É provavelmente do mais subjetivo que possa existir. Por outro lado, vivemos inevitavelmente em sociedade e somos alvos desta rotulagem, mas o que a sociedade se esquece é que rotulagem não é algo de subjetivo. Assim, devemos andar todos mais atentos ao nosso redor, porque apesar de todos sabermos rotular pessoas, talvez chegue o dia em que não consigamos rotular alguém… Quando esse dia chegar, passamos a questionar-nos a nós próprios ao invés dos demais e iremos perceber que nem todas as coisas são tão objetivas como parecem e que tudo acontece por alguma razão, mesmo que o motivo nos seja alheio. São aquelas pessoas que nunca chegamos a identificar bem os seus traços de personalidade, não porque elas sejam hipócritas, mas porque nem todos conseguem chegar verdadeiramente aos seus corações. Independentemente da situação, todos nós temos uma história para contar e isso é quem verdadeiramente somos.

As (des)construções da vida

A maior frustração das nossas vidas é provavelmente querermos fazer algo que não conseguimos. Darmos aquele passo em frente que levámos muito tempo a planear e depois de tanto planeamento tudo acaba por dar em nada, porque não fomos capazes de o fazer… Aquilo que levámos muito tempo a construir acaba por se desmoronar. Esta é pelo menos a realidade de muitas pessoas. Eu não sou diferente… Já fiz muitas coisas das quais me arrependo, mas talvez as que me custam mais sejam aquelas que deixei por fazer, ou melhor, que tive medo de fazer. Aquele terrível botão chamado replay que temos na nossa mente é muitas vezes devastador e consome-nos através da culpa. Se calhar poderíamos ter feito mais e melhor. Ou então, poderíamos ter tomado aquela atitude que não tomámos. Por sorte, nem tudo é mau. Isto porque existem sempre pessoas e motivos que nos fazem sorrir. São esses pelos quais vale a pena lutar. É aquele sentimento poderoso chamado amor que nos faz levantar todos os dias da cama e sorrir para as pessoas que retiram o melhor de nós. É também este sentimento que nos motiva para as nossas paixões e as coisas de que mais gostamos. Todos somos capazes de amar alguém, mas nem todos são capazes de percecionar isto da mesma forma, precisamente porque existem pessoas que também o não conseguem expressar do mesmo modo que outras. Assim, uma das minhas principais resoluções deste ano é a publicação de mensagens mais positivas, porque de negatividade estamos nós todos fartos. Desta forma, espero que quando alguém ler esta publicação se sinta inspirado, tal como eu me senti ao escrevê-la, porque se não existissem pessoas inspiradoras, o que seria então de nós?