Não estamos sozinhos

Somos todos pessoas e, por isso, vivemos inevitavelmente em civilização. Durante este processo encontramos inúmeras pessoas. Algumas ser-nos-ão indiferentes, mas são aquelas que nos dizem alguma coisa que nos fazem crescer como pessoas. Mas não se pense que todas as relações são pacíficas. Existem pessoas que nos querem fazer mal. Não são saudáveis para nós. Levam-nos a questionar muita coisa e às vezes até nos levam a questionarmo-nos a nós mesmos. Por outro lado, temos as pessoas que nos fazem bem e apoiam. São os nossos amigos. Eles não estão lá para nos passar a mão por cima e dizer que está tudo bem. Estão lá para nos dar a força que precisamos para continuar e dizem-nos as verdades que muitas vezes nos custam ouvir. No meio de todo este processo estamos nós e a nossa mente processa toda esta informação. É ela que nos diz o que podemos fazer a seguir e como o podemos fazer. Nesse momento podemos sofrer a influência negativa das pessoas que nos fazem mal ou a influência positiva das pessoas que nos fazem bem, mas temos de ter sempre em conta que em qualquer uma das situações nunca poderemos culpar ninguém pelas nossas escolhas, porque no fundo ainda somos livres para decidir.

Uma doença chamada amor

No meio dos nossos dias ocupados e preocupações quotidianas, existe algo que todos arranjamos tempo para fazer. Algumas pessoas não sabem bem explicar o que é, outras dão-nos pormenores a mais, mas todos nós já certamente o experienciámos. Uns de formas diferentes de outros, mas no fim, os seus resultados são idênticos. Há aquelas pessoas que estão rodeadas de amigos e poderiam certamente conquistar qualquer coração. Depois há os solitários, que apesar de terem poucos amigos, talvez sejam os mais românticos. Existem também as pessoas que gostam de outras pessoas e as que não conseguem expressar as suas paixões. Temos ainda os que o transmitem de forma fogosa e os que o demonstram nos pequenos gestos, assim como os amores à primeira vista e os amores platónicos. Sem esquecer claro, todos os que foram rejeitados no processo e aqueles que nem sequer foram correspondidos. Ainda há os que procuram incansavelmente alguém nas suas vidas para não se sentirem sozinhos, mas esquecem-se que ao mesmo tempo poderão ser o suporte de outra pessoa que os procura. No fim, é como se o amor fosse uma patologia mental, porque nos faz fazer coisas que de outra forma não faríamos, mas ao mesmo tempo é provavelmente o que nos torna mais autênticos. Estamos a chegar ao dia de S. Valentim e começa aquele período de preparar declarações amorosas e comprar presentes para as caras-metade. Mas porquê? Se podemos fazer tudo isso num outro dia qualquer… Que eu saiba, nunca houve uma hora predefinida para amar alguém. Simplesmente acontece… Por isso, não esperem pelo dia 14 e se há algo que precisem de dizer a alguém digam-no ou demonstrem-no através dos pequenos gestos. Vocês escolhem, porque como vimos, há imensas formas de amar alguém e nenhuma delas será inteiramente correta, porque para uma relação serão sempre precisas duas pessoas.

O medo do desconhecido

O mundo como o conhecemos tem evoluído imenso no decurso dos últimos anos. Os avanços científicos foram inúmeros, no entanto, ainda existem muitas coisas para descobrir que desconhecemos. Existem pessoas que enfrentam situações de crise eminente e não sabem se irão perder os seus empregos, outras aguardam em estados de altíssimo stress por diagnósticos médicos que poderão pôr em causa as suas vidas, ou até mesmo os estudantes que aguardam o resultado daquelas frequências que correram pessimamente. Há pessoas que todos os dias pensam no seu futuro e, como sabemos, o futuro é incerto e imprevisível. É isso que nos assusta muitas vezes e não tanto os resultados finais, pois passado algum tempo as nossas vidas acabam por regressar à sua normalidade, porque no fim de contas o mundo não pode parar apenas porque temos medo. É também por esta razão que o medo da morte é universal, pois é algo que também todos desconhecemos. Mas o medo é algo de positivo também. Funciona como um fator protetor de adversidades. Prepara-nos para dificuldades reais ou potenciais das nossas vidas. Se não tivéssemos medos, seriamos também insensíveis. É também por isso que todos conseguimos sentir algo, mesmo que seja apenas o medo, principalmente o das coisas que não conhecemos. Mas se não as conhecemos, porque será que nos assustam? Bem, o que nos assusta não é verdadeiramente fazer algo, mas sim o seu resultado. Neste caso será legítimo perguntarmo-nos: Será que não sabemos mesmo aquilo que nos assusta? Fica a questão em aberto…