[1] – As coisas que não fizemos

Olá minha querida amiga,

 

Antes de mais, quero pedir-te desculpa. Desculpa-me por ter-te feito perder o teu tempo. Mas eu tive o meu castigo… Sim, porque no fim, quem ficou perdido fui eu. Não te preocupes, porque tu não tens culpa… Eu sou o único culpado pelas coisas que fiz (neste caso, as que não fiz…). Acho que talvez não tivesse certezas ou talvez me tenha faltado alguma coragem. Tive muitas oportunidades, eu sei, mas aprendi a minha lição. Quero que saibas também que não voltei a cometer o mesmo erro novamente. Nem sempre a nova oportunidade que me surgiu por diante foi a melhor, mas pelo menos não me posso arrepender novamente, porque tentei, insisti e persisti. Às vezes digo-me a mim mesmo que podia ter sido diferente. Podíamos ter prolongado alguns hábitos, que de alguma forma se perderam. Talvez não estivessem destinados a manterem-se… No entanto, pode ser que algum dia possamos ainda regressar àqueles serões de conversa até altas horas da manhã que tornavam os nossos dias melhores. Certamente hoje já teremos muitas histórias novas para contar.

Aguardo novidades tuas!

 

Do teu amigo

Se queres ser grande, torna-te enorme!

Já todos nós experienciámos momentos trágicos no nosso quotidiano, que nos mostraram certamente o quão injusta é a vida por vezes. Estes momentos levam a profundas alterações das nossas dinâmicas e, em situações ainda mais drásticas, da nossa vida. Por vezes chegamos mesmo a um ponto em que nos olhamos ao espelho e já nem nos reconhecemos a nós próprios… Somos apenas nós contra o mundo e ninguém nos compreende ou pode ajudar, porque os acontecimentos fazem parte do passado e nós não podemos alterá-los. Mas há algo que podemos fazer em relação a nós mesmos. Podemos olhar para a frente e traçar objetivos. Focarmo-nos nas pessoas que realmente importam, pois não somos ninguém se estivermos sozinhos. Lancemo-nos em frente para conseguirmos atingir os nossos objetivos e se precisarmos de ajuda, que isso não no impeça de os alcançar. Resta–nos apenas um opção: seguir em frente! E se quisermos ser grandes, tornemo-nos enormes!

Todos temos segredos!

Como já muito referido por mim, os nosso quotidianos são feitos em função das máscaras que usamos, pois como sabemos, nem sempre somos transparentes. O que nos esquecemos é que o insignificante ato de colocar a máscara em si esconde sempre um segredo, pois é um ato realizado em função de terceiros. Como resultado, enganamo-nos a nós próprios em função de outros. Mas a vida muitas vezes ensina-nos que esta é a única maneira de agir e, por isso resta-nos escolher as causas pelas quais vale a pena lutar, sem esquecer que o ato de colocar a máscara exclui todo um outro leque de possibilidades que naturalmente escondemos, às vezes de nós próprios. A vida é centrada em demasiadas causas, sendo que algumas são apenas supérfulas. Atrás deste artificio todo escondem-se as pessoas por trás das máscaras e com elas os segredos que lhes estão associados, pois se não os tivessem, não sentiriam necessidade de as usar. Às vezes as pessoas fazem-no apenas para agradar os outros e isso demonstra que não gostam de algo que se esconde por detrás da máscara e assim se conclui que a vida de alguém nunca será um livro aberto.

Aos olhos dos outros

Há momentos em que nos faltam as palavras (ou a coragem, dependendo de como a queiram designar). As pessoas tendem a pensar que somos loucos e avaliam-nos de forma diferente, mas não é por mal que o fazemos. Depois, quando surge a coragem, ainda nos julgam mais loucos porque não nos comportamos como seria esperado aos olhos dos outros. Contudo, ninguém percebe que nada disto está relacionado com expetativas, mas sim com aquilo que sentimos e faz sentido para nós. É por isso que quem tenta agradar toda a gente, nunca será feliz. Quase nunca somos compreendidos, mas quando isso acontece, algo de muito bom está para vir, porque isso transmite-nos confiança. Fazemos parte de um mundo de aparências e tudo não passa de um grande teatro. E é assim que se perdem muitos talentos, pela falta de improviso…