Quero que saibam que…

Quem me conhece verdadeiramente bem, sabe que não sou uma pessoa fácil de lidar. O meu mundo não funciona a preto e branco, como o de muitas pessoas e, por isso, talvez existam demasiadas variáveis para conseguir fazer novas amizades ou conhecer novas pessoas. Quero que saibam que as minhas atitudes são sempre honestas e que se de alguma forma se sentiram ofendidos com a minha forma de me expressar, não foi minha intenção fazer-vos sentir assim.

Os meus amigos já estão habituados às minhas constantes oscilações de humor, que podem ir desde o festivaleiro do grupo à depressão profunda. Poderei passar horas sem dormir apenas para ir ter convosco por uma questão sem importância ou poderão passar-se dias ou semanas sem que me vejam. Quero que saibam que não o faço por mal e, se conhecessem um pouco mais sobre a minha vida, talvez conseguissem perceber esta questão. Infelizmente, nem todos permanecem tempo suficiente na minha vida para atingir este grau de confiança. Na realidade, muito poucas pessoas permaneceram ao meu lado ao longo dos anos.

Neste final de ano, não quero fazer qualquer tipo de promessas ou de compromissos comigo mesmo. Não vou prometer tornar-me uma pessoa melhor ou ser alguém que não sou. Talvez não seja esta a atitude que me trará mais amigos, mas sou uma pessoa honesta e gostaria que muitas pessoas o fossem também, porque nos dias de hoje ninguém parece dar muito valor a isso. Hoje assistimos a uma grande desvalorização do conceito de honestidade, parecendo mesmo que a desonestidade é a nova normalidade.

A única coisa que quero desejar a todos, neste novo ano é que sejam honestos, não só com todas as pessoas, mas também convosco próprios, porque não há melhor sensação do que nos irmos deitar todas as noites com uma consciência tranquila!

Quanto a mim, espero que este ano me continue a trazer a paz interior de que preciso para concluir esta etapa da minha vida. Tenho as pessoas de que preciso ao meu lado e não as trocaria por nada deste mundo!

Feliz 2020!

Quando o cansaço é demasiado

Já alguma vez sentiram que não fizeram o suficiente?

Infelizmente este é o meu reflexo durante vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Poderia pensar-se que isto é algo de bastante positivo, pois permite-me ser bastante competitivo em muitos aspetos da minha vida. Permite-me ganhar motivação para ser o primeiro a levantar-me da cama todos os dias e ser o último a deitar-me. Esses são os dias que considero verdadeiramente produtivos.

Sou um perfecionista insatisfeito, que não se contenta com o satisfatório…

No entanto, esta é uma mentira que conto a mim mesmo regularmente, porque no fim do dia, a única coisa que consigo sentir é culpa, por mais uma vez não ter feito o suficiente.

Poderia ter feito a minha cama antes de sair de casa de manhã… Poderia ter bebido mais água… Poderia ter estudado mais horas… Poderia ter passado mais tempo com a minha família… Poderia ter ido àquela festa que tanto queria…

Na realidade, não fiz nenhuma destas coisas, porque estava demasiado cansado para o fazer. Infelizmente terei de deixarei tudo para mais tarde, mas o sentimento de culpa, esse nunca desaparece…

[Janeiro] – O mês da novas resoluções

Já há muito tempo que as minhas publicações chegam até vocês, das mais diversas formas e talvez nem sempre eu seja bem interpretado naquilo que escrevo e vos tento transmitir, por isso, criei este espaço, com o intuito de me dar um pouco melhor a conhecer e demonstrar que a minha realidade não é muito diferente das vossas. Ao longo deste ano irão conhecer um pouco melhor como estes textos são escritos e o porquê de eles serem importantes para mim, começando já neste mês de janeiro. Considerem que este é o meu mundo totalmente “fora de aspas”.

____________________________________________________________________________________________

Para quem ainda não me conhece muito bem, sou um estudante universitário que vem dum ano de 2017 muito complicado… Um ano em que dei uma grande volta à minha vida, devido aos habituais dilemas que muitos estudantes universitários enfrentam. Resumidamente: mudei de curso! E de facto, tenho de admitir que foi uma das melhores coisas que fiz. Se algum universitário estiver a ler isto (e acredito que muitos dos meus leitores o sejam), há um conselho que vos quero dar. Não adiem as vossas decisões importantes, porque quanto mais o fizerem, mais vos vai custar. Têm de pensar a longo prazo e normalmente o adiamento não é a melhor solução.

No entanto, tudo isso já passou e agora estou é focado no futuro que tenho pela frente. Confesso que este mês até tem sido uma agradável surpresa para mim. Pela primeira vez estou de férias nesta altura e tenho algum tempo livre para preparar o novo semestre que se avizinha. Contudo, o mês começou com a preparação para os exames do final de semestre. Quem me conhece, sabe que sou extremamente exigente comigo mesmo. Sou capaz de ficar um dia inteiro a trabalhar e mesmo assim sentir que não fui produtivo. Não trabalho para ser o melhor, como muitos podem pensar, mas a minha “fome” de conhecimento é inesgotável e daí a minha exigência. Como é óbvio, os exames correram bem e consegui aprovar em tudo. Tive o meu tempo para descansar, apesar de continuar com a sensação de não estar a ser produtivo. Muitos me culpam por isso, mas perguntem-se isto: se eu fosse mais descontraído, será que seria eu mesmo? Já faz parte de quem eu sou. Talvez não seja o tipo de coisa que me traga muitas amizades, mas sempre é melhor do que fingir ser alguém que não sou.

Aproveitei também para ver pessoas que já não via há bastante tempo e, apesar de a minha vida estar muito diferente de há uns meses atrás, ainda há muita coisa que se mantém. É bom ver que algumas pessoas à nossa volta se mantêm iguais a si mesmas e nos fazem lembrar do porquê de mantermos as amizades de sempre. Tenho também conhecido muitas pessoas nos últimos meses com a entrada para um novo curso. Por vezes lembro-me de como entrei inicialmente para a universidade e, de como me deparei com as primeiras dificuldades da vida adulta. Como sou muito observador, essas são também as dificuldades de hoje que vejo em muitas pessoas à minha volta que entraram este ano para a universidade. Se algum dos meus colegas e amigos estiver a ler isto, quero que saibam que podem sempre contar comigo, porque eu sei pelo que estão a passar. Ah, ainda não vos disse… O meu anterior curso era Enfermagem. Os tempos mudam, mas há hábitos que se mantêm! Continuo a adorar a área da saúde e, por isso estou atualmente muito feliz com a minha mudança para o curso de Ciências Farmacêuticas.

Tenho lido também muito neste mês. Muito do meu sucesso com a escrita deve-se também a tudo aquilo que leio. Todas as manhãs, quando saio de casa nunca me esqueço de levar um livro comigo para me ajudar a atravessar o dia, bem como o meu caderno de apontamentos para escrever qualquer coisa que me pareça relevante e com interesse de ser futuramente partilhada convosco. Lembram-se do que vos disse em relação a todos nós termos uma história para contar? É assim que muitas delas surgem.

Este mês é de extrema importância para muitas pessoas, devido às suas habituais resoluções para o novo ano. As minhas são bastante modestas na realidade. Após um ano de indecisões e incertezas, não poderia ser de outra forma… Não pensem que com modéstia, não tenha grandes objetivos. Também os tenho, mas normalmente vejo a vida como um conjunto de pequenos objetivos que vamos conquistando aos poucos. Os grandes não passam de um conjunto de pequenas conquistas. Nada na vida é fácil e garantido e, por isso, temos de encará-la dia-a-dia tendo sempre em atenção o brilhante futuro que temos pela frente e esquecendo o passado que já não podemos alterar.