“Férias”

Hoje foi dia de ir à praia! Estava um dia magnífico, com um sol radiante! Mas não é sobre o tempo que se fez sentir que vos quero falar hoje. Quero antes falar sobre o porquê de nunca aproveitarmos as nossas férias ao máximo. Todos os anos na época do verão fazemos planos. Desejamos ir à praia, ao cinema, ou estar com os amigos que já não vemos há imenso tempo. Resumidamente, perdemos demasiado tempo a planear uma imensidão de coisas e, no final, não chegamos a realizar nem metade delas. Perdemos muito tempo a juntar todo o grupo de amigos, a deslocarmo-nos de casa até à praia ou a escolher qual a melhor altura para viajar. A isto tudo chamamos “férias”, apesar de perdermos mais tempo a planear o que vamos fazer, do que realmente a fazê-lo. Não consigo perceber como é que um amontoado de pessoas consegue realmente desfrutar de um dia de praia nessas condições. Eu não estava muito melhor, uma vez que estava a escrever coisas no meio da multidão em vez de aproveitar o sol. Em vez de fazermos planos, devíamos aproveitar mais as coisas no momento. É por essa razão que as coisas mais proveitosas da vida são planeadas “em cima da hora”. Lembrem-se sempre de aproveitar as vossas férias!

Até breve!

A questão do livre-arbítrio

Uma coisa que me faz alguma confusão é o facto de muitas vezes a vida nos trocar as voltas. Durante todas as nossas vidas somos levados a tomar decisões. Umas são fáceis e outras são difíceis, mas a simples tomada de decisão já pressupõe que tenhamos no mínimo duas hipóteses de escolha. No entanto, a cada segundo que passa estamos a envelhecer e, por isso a ficar mais experientes. Desta forma, seria expectável que as decisões que temos de tomar se tornem progressivamente mais fáceis de tomar com o passar do tempo, mas nós sabemos que isto não funciona assim. Muitas vezes é precisamente o inverso. Quando somos crianças, as decisões a tomar são mais fáceis e muitas vezes o impossível não existe. Sou então levado a concluir que a dificuldade das tomadas de decisão é inversamente proporcional à experiência adquirida. Quando envelhecemos já experienciámos mais situações e o nosso conhecimento aumenta. Descobrem-se novas opções e abrem-se novas portas e é por isso que é progressivamente mais difícil tomar uma decisão. Porém, como muitas outras coisas, isto não funciona assim de uma forma tão linear. Muita da nossa experiência que nos permite tomar decisões advém do meio onde nascemos, crescemos e vivemos. A nossa família, os nossos amigos e todas as pessoas que conhecemos influenciam de alguma forma a maneira como pensamos e vemos o mundo. Basta olharmos um pouco para a nossa sociedade para percebermos como as influências funcionam. Temos sociedades extremamente fechadas, que não conhecem outras realidades e o mesmo se aplica à religião. A maioria da nossa população é cristã, mas a maior parte dela, nem sabe o verdadeiro significado de ser cristão porque está sob uma influência do meio onde se insere. Depois, temos também outra questão importante a abordar neste tópico. A genética. Todos nós temos uma forma única e singular de olhar para o mundo e interagir com ele e a culpa disso é do conjunto específico dos genes que herdámos dos nossos pais. Se formos baixos, não podemos fazer todas as atividades que uma pessoa alta faz, da mesma forma que se formos gordos, não faremos tudo o que uma pessoa magra faz. Algumas doenças genéticas também trazem limitações que influenciam a interação com o mundo. Assim, dependendo do meio-ambiente em que estamos inseridos e do nosso conjunto específico de genes, é-nos aberto um leque mais ou menos vasto de opções e é por esta razão que nem sempre podemos falar em igualdade de oportunidades. Vivemos num mundo repleto de desigualdades. Não temos culpa do conjunto de genes com que nascemos, nem do meio onde nascemos. Será então mesmo legítimo falarmos em liberdade de escolha? Deixo esta questão no ar.

Até à próxima publicação!

 

P. S. – Quero pedir desculpa por não ter escrito mais textos recentemente, mas tenho andado mesmo ocupado e acredito que mais vale escrever algo com qualidade, do que um simples conjunto de palavras que não traduzam um pouco de reflexão. A partir de agora prometo ser mais breve a escrever novos textos.

As duas faces de uma moeda chamada tomada de decisão

Quando pensamos em tomar decisões, temos sempre de ter em conta dois aspetos muito importantes: O Passado e o Futuro. Para tomarmos decisões nas nossas vidas temos de saber olhar para trás, para sermos capazes de prever o futuro, porém, temos de olhar para o futuro e imaginar o que aconteceria se tomássemos uma determinada decisão. São estas as duas variáveis que temos de ter em conta para tomarmos uma decisão importante de forma consciente. Muitas decisões que tomamos nem sempre são as melhores, precisamente porque nem sempre vemos estes dois aspetos. Pensamos por vezes que teremos sucesso, porque algo nos correu sempre bem anteriormente, mas esquecemo-nos de olhar para o futuro e prever se esta escolha será a melhor futuramente e a longo prazo. Tomemos como exemplo pessoas que são excelentes atores e sempre tiveram sucesso a representar e decidem fazer da sua representação uma carreira. Certamente terão muito sucesso, no entanto a fama vem sempre com um preço e muitos desses atores não são totalmente felizes porque têm de abdicar de muitas coisas nas suas vidas para além da representação. Mas também pode ser precisamente o contrário e podemos olhar em frente e prevermos que teremos sucesso com a nossa escolha, mas não olhamos para o passado e vemos que escolhas semelhantes que fizemos anteriormente nem sempre nos levaram aos melhores resultados, ou que existem variáveis que nos condicionam à partida. Dando um exemplo concreto: Podemos ambicionar imenso ser grandes jogadores de basquetebol no futuro, porém, se formos baixos, muito provavelmente não teremos sucesso numa carreira como basquetebolista profissional. É esta a razão pela qual devemos olhar tanto para trás como para a frente antes de tomarmos uma decisão. Com isto pretendo alertar para o perigo de muitas vezes tomarmos decisões erradas e precipitadas nas nossas vidas, que mais tarde nos viremos a arrepender. A vida é feita de decisões e algumas vezes iremos tomar as melhores, mas nem sempre iremos acertar no que é melhor para nós. Desta forma, pensem e repensem nas decisões que têm de tomar, para não serem enganados por vocês mesmos. E já sabem, se tomarem a decisão errada, podem sempre voltar atrás e começarem uma nova jornada em busca do sucesso. Às vezes é preciso dar um passo atrás para poder avançar. Tenham sempre isto em consideração.

Até à próxima!

O que devemos saber sobre a criatividade…

Quando falamos em criatividade, a primeira coisa que nos ocorre é sermos capazes de fazermos grandes coisas. No entanto estamos muitas vezes enganados no que compete à veracidade desta afirmação… Acredito que as grandes ideias partem das pequenas coisas. Tal como vos disse antes, sou um fanático pela leitura e pela escrita e foi precisamente isso que me levou a criar este blog e não propriamente uma fonte de inspiração divina. Desta forma, não necessitamos propriamente de encontrar a criatividade. Muitas vezes é ela a vir ao nosso encontro quando fazemos aquilo que mais gostamos. Atividades banais como ler, ouvir música ou fazer desporto podem muitas vezes levar à genialidade e temos muitos exemplos concretos disto mesmo. Vejamos a criação do Facebook, que surgiu através de um projeto universitário ou a Teoria da Relatividade de Einstein que surgiu da observação de um relógio. São exemplos de que grandes génios não passam de pessoas comuns apaixonadas por algo. É por este motivo que a criatividade é espontânea e é mais provável sermos criativos, quando gostamos daquilo que fazemos. Ao invés de nos questionarmos: “Porque é que não consigo ser criativo?; devemos antes perguntar “Eu gosto do que faço?”

Resumindo, não procurem ser criativos, mas sim fazer aquilo que vos dá prazer

Até à próxima!

Da leitura à escrita

Durante muito tempo me perguntei a mim mesmo de onde surgiu este interesse pela escrita. Sempre fui uma pessoa reservada e um pouco contida nas minhas palavras, mas quando escrevo, muitas vezes pareço uma pessoa diferente. Parece que a escrita me transporta para outro mundo. Não ambiciono ser um escritor famoso ou algo do género. Apenas quero ter a possibilidade de escrever. Muitas vezes comparo esta vontade de escrever com uma necessidade. É como se a escrita completasse o que muitas vezes deixei por dizer. O que de facto faz algum sentido, tendo em conta que aprendemos a falar antes de aprendermos a escrever. No entanto, existe um processo intermédio até chegarmos realmente à escrita: a leitura. Para escrevermos bem, necessitamos de ler. Todo o escritor lê muito também. Eu, pessoalmente sou também um adepto da leitura. Muitas pessoas enganam-se quando pensam que para serem bons escritores têm de ler primeiro grandes obras. Simplesmente leiam! Pode ser um livro, banda-desenhada, um jornal ou até mesmo uma revista cor-de-rosa. Pode ser qualquer coisa e de qualquer autor. Assim até é muito mais fácil formarmos a nossa própria opinião sobre algo quando já lemos muito sobre o tema. Acho que muitos dos autores importantes estudados não pensaram sequer em metade das coisas que se estudam sobre eles. Após muita leitura, estamos todos prontos para começar a dar os primeiros passos no mundo da escrita. Desde que comecei a escrever, muitas pessoas me têm dito que pareço de facto outra pessoa, mas eu continuo a ser o mesmo. Simplesmente sou melhor a escrever do que a verbalizar o meu pensamento. Tudo isto pode ser muita coisa, mas ao mesmo tempo pode não ser nada. Quer estejamos a falar, a ler ou a escrever, as palavras que usamos não passam de representações do nosso pensamento. Lá encontra-se o verdadeiro significado das palavras e é aquilo que nos torna únicos e singulares enquanto pessoas. É por esta razão que atribuímos tanta importância aos nossos sentimentos e ao que pensamos e não tanto ao que dizemos, lemos ou escrevemos. Este é o motivo pelo qual às vezes é bem melhor não dizer nada…

Até à próxima publicação!

A vida vista do tabuleiro

Estava eu ontem a jogar o meu habitual jogo de xadrez pela manhã, quando cheguei a mais um grande dilema: “Qual a peça que devo mover a seguir?”. Por mais que pensasse qual seria a melhor jogada a fazer, simplesmente não chegava a nenhuma conclusão… Havia tantas possibilidades que não sabia se iria caminhar para a glória ou se o jogo iria acabar numa desgraça total! Após muito refletir, acabei por optar pela minha primeira opção, pois afinal de contas a nossa primeira opção é muitas vezes a melhor. Estava a pensar para mim mesmo o porquê de o xadrez ser um jogo tão difícil e cheguei à conclusão que esta dificuldade não é muito diferente da que encontramos todos os dias nas nossas vidas. A dificuldade em encontrar a melhor solução é por vezes tão difícil como a escolha do próximo movimento a realizar (que por vezes nem sempre é o melhor). Para chegar a esta conclusão decidi investigar as peças do tabuleiro mais ao pormenor e fiquei fascinado com o grau de semelhança que encontrei. Vejamos o próprio rei que temos de proteger durante todo o jogo. Não é muito diferente de nós mesmos que muitas vezes desejamos estar na nossa zona de conforto, porém, nem sempre isso acontece tal como no tabuleiro. Depois temos a rainha, que é talvez a peça mais importante do jogo a seguir ao rei. É nela que depositamos muita da nossa confiança durante o jogo. Na vida real podemos compará-la com o nosso/a melhor amigo/a e talvez seja por essa razão que é tão difícil abdicar dela no jogo. Os bispos, por sua vez representam o nosso raciocínio lógico e acabam mesmo por se complementar. Não é uma simples coincidência o facto de cada um apenas se conseguir deslocar para casas da mesma cor. Talvez sejam representações dos nossos dois hemisférios cerebrais que se complementam tão bem. De seguida, apresento-vos as peças mais enigmáticas do jogo: os cavalos. Durante muito tempo me perguntei qual a sua importância real, pois para mim, o seu movimento pouco ortodoxo no tabuleiro sempre me fez alguma confusão até ao momento em que estas peças me começaram a ganhar alguns jogos. Aí percebi que estas peças que pareciam insignificantes à partida me faziam pensar de uma forma diferente e pouco usual. Desta forma percebi que os cavalos são bastante semelhantes a algo que designamos por criatividade, que é algo muitas vezes desvalorizado por nós, mas ao mesmo tempo pode ser extremamente importante para o nosso futuro. As torres são também peças fulcrais no jogo de xadrez e, para mim, elas funcionam como o espelho da nossa própria fisionomia. Os seus movimentos fluídos no tabuleiro representam o nosso bem-estar físico e psicológico tão essencial à nossa pessoa e ao nosso jogo. Isto poderá também estar em conformidade com o facto de existirem duas torres em cada lado do tabuleiro e de muitas vezes a ausência de uma acabar por influenciar a eficácia da outra. Por fim, mas não menos importantes, temos os peões, que apesar de terem um movimento muito limitado eles são de facto muito importantes no jogo. Na vida real considero-os como todas as pessoas que me apoiam na minha jornada, tendo sempre em conta que qualquer um deles poderá ser promovido a uma rainha!

Com isto tudo, não nos esqueçamos do mais importante. O objetivo do jogo é aplicar xeque-mate e não eliminar todas as peças. Falo por experiência própria quando afirmo que muitas vezes é mais fácil aplicar xeque-mate quando estão mais peças no tabuleiro. Se elas estão lá, talvez seja porque são necessárias para o sucesso! Por vezes o caminho para a vitória é fácil, outras torna-se num verdadeiro labirinto e a batalha é dura, mas se perdermos o jogo, podemos sempre voltar ao início!

E agora está na altura de mover a peça seguinte!

Tenham sucesso nos vossos jogos!

Cumprimentos do vosso amigo!

O início de algo importante!

Muitas pessoas não sabem, mas uma das coisas que mais prazer me dá na vida é escrever. E não se trata apenas de escrever, mas sim de liberdade de expressão! Prezo imenso a escrita sem artifício. Adoro aqueles momentos em que sou apenas eu e o papel! Mas hoje é diferente… Hoje sou eu e a internet. Sou uma pessoa extremamente cética, mas não em relação às palavras. Acredito que uma simples publicação pode fazer a diferença e até mesmo mudar o mundo! Desde há muito tempo que ambiciono escrever um livro, mas as ideias “vão e vêm” e muitas vezes posso até mesmo começar, mas todo o pensamento se acaba por perder. Talvez por essa razão não seja um homem de um livro apenas, mas sim de muitos livros, o que me traz precisamente a este blog. Um local onde posso exercer a minha liberdade de expressão e expôr as minhas ideias e pensamentos com outras pessoas! E porquê “Dentro e fora de aspas”? Bem, muito do que pensamos fica por dizer e este conteúdo nada mais é do que aquilo que se encontra “fora de aspas” no seu sentido metafórico, enquanto aquilo que realmente dizemos é o que se encontra “dentro de aspas”. Basicamente este blog nada mais é que um mundo de ideias que para mim fazem sentido e merecem ser partilhadas. Até lá, vão ficando atentos, porque muitas ideias novas irão surgir!

Saudações do vosso amigo!